EP72 — Review: Saros — O roguelite que realmente conseguiu ser acessivel sem perder a identidade

Cara, quando soube que a Housemarque estava fazendo um sucessor espiritual de Returnal, fiquei naquela expectativa nervosa. Returnal foi genial, mas intimidava demais, então quando Saros chegou com a promessa de ser mais acessível mas mantendo a essência, eu pensei “será que não vão estragar?”. Spoiler: não estragaram nada.

O Que E o Jogo

Saros é um jogo de ação em terceira pessoa que combina bullet hell, tiro em terceira pessoa e elementos roguelite. Exclusivo para PlayStation 5, desenvolvido pela Housemarque e publicado pela Sony Interactive Entertainment, custa R$ 399,90 na edição padrão e R$ 455,90 na Deluxe.

O jogo roda no Unreal Engine 5 e é otimizado especificamente para o PS5 Pro. Se você tem o console premium, prepare-se para uma experiência visual impressionante com resolução próxima ao 4K nativo mantendo 60fps estáveis nos combates mais intensos.

A Historia (sem spoilers grandes)

Você controla Arjun Devraj, um Executor Soltari que investiga uma colônia perdida no planeta Carcosa. O planeta está sob ameaça de um eclipse ominoso, e essa força sinistra distorce tanto o mundo quanto seus habitantes de maneiras perturbadoras.

O que mais impressiona é como a narrativa se desenrola de forma fragmentada mas coesa. Diferente de Returnal que jogava tudo na sua cara de uma vez, aqui as revelações são dosadas perfeitamente. O protagonista tem personalidade própria, interpretado com maestria pelo Rahul Kohli, e você realmente se importa com o que acontece com ele.

Gameplay — Como E Jogar de Verdade

O gameplay é onde Saros realmente brilha. Arjun vem equipado com o Escudo Soltari, uma ferramenta defensiva que permite bloquear ataques e absorver energia de projéteis vindos em sua direção. Essa energia absorvida transforma o braço direito dele em Armas de Poder Carcosan. É genial como essa mecânica funciona na prática.

Imagina estar sendo bombardeado por projéteis neon coloridos, você levanta o escudo no momento certo, absorve toda aquela energia e transforma ela numa arma devastadora contra os inimigos. É um ciclo viciante que transforma defesa em ataque de forma orgânica. O timing precisa ser perfeito, mas quando acerta, é pura satisfação.

A progressão permanente foi o grande acerto da Housemarque desta vez. O jogo possui sistemas persistentes de recursos e progressão que permitem ao jogador fazer upgrade permanente no arsenal de Devraj com novas armas e melhorias de equipamento. Você nunca perde tudo, sempre está evoluindo, e isso torna cada morte menos frustrante e mais como um degrau para algo maior.

Momentos Que Ficaram na Memoria

Teve um momento onde estava enfrentando um dos Senhores de Carcosa numa sala gigantesca. O padrão de projéteis era tão complexo que parecia uma dança mortal. No desespero, levantei o escudo sem pensar direito, absorvi metade da tela de projéteis e transformei tudo num raio devastador que acabou com o chefe em segundos. Foi épico demais.

Outro momento marcante foi quando descobri um corredor misterioso que lembrava muito a casa de Returnal. A atmosfera mudou completamente, ficou mais psicológica, mais íntima. Sem spoilers, mas esse momento conecta os dois jogos de uma forma que arrepiou.

A primeira vez que o Eclipse realmente afetou o mundo durante o gameplay também foi impressionante. Estava explorando uma área normal quando o céu escureceu, o ambiente se distorceu, e inimigos completamente diferentes começaram a aparecer. É como se o próprio mundo ficasse com raiva de você.

Dicas Para Quem Vai Jogar

  • Não tenha medo de usar os modificadores de acessibilidade no início, eles existem para você aprender sem frustração
  • Experimente todas as armas que encontrar, a variedade é absurda e cada uma muda completamente seu estilo de jogo
  • Abuse do sistema de absorção do escudo, essa é a mecânica mais importante do jogo inteiro
  • Explore tudo, os biomas mudam constantemente e sempre tem segredos escondidos em cantos inesperados
  • Se tiver PS5 Pro, jogue no modo qualidade, a diferença visual é gritante e não compromete a fluidez

O Que Esta Otimo

  • Sistema de progressão permanente que elimina a frustração clássica dos roguelites
  • Combate que flui perfeitamente entre defesa e ataque através do escudo
  • Apresentação audiovisual impressionante, especialmente no PS5 Pro com PSSR ativo

O Que Podia Ser Melhor

  • Alguns veteranos de Returnal podem achar menos desafiador que o antecessor
  • História ainda é meio fragmentada demais no início, demora para engatar de verdade

Vale o Preco?

Por R$ 399,90, Saros entrega muito conteúdo. A campanha principal dura entre 15 e 20 horas, mas se você quiser completar tudo, pode chegar tranquilo nas 30-40 horas. Considerando a qualidade técnica, a exclusividade e o fato de ser um jogo feito especificamente para mostrar o potencial do PS5, o preço se justifica.

Se você tem PS5 Pro, então nem pense duas vezes. A diferença visual e a fluidez que o PSSR proporciona transformam completamente a experiência. É praticamente um showcase do que o console consegue fazer de melhor.

Veredicto Final

Saros tem nota 88 no Metacritic e 92% no OpenCritic, sendo um dos jogos mais bem avaliados de 2026. E não é para menos. A Housemarque conseguiu a proeza de tornar seu formula mais acessível sem perder a alma. COMPRA sem medo, especialmente se você curtiu Returnal mas achou muito punitivo, ou se nunca jogou nada do estúdio e quer uma porta de entrada perfeita.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.4/5

Veredicto: COMPRA — Evoluiu do melhor de Returnal criando algo mais acessivel mas igualmente viciante