EP168 — 30 Anos e de Graça: Quake Ganhou Uma Campanha Inteira Nova e Você Não Tem Desculpa Pra Não Jogar

Trinta anos. Três décadas de carnificina, shotgun na mão e monstros de outro plano dimensional. E pra comemorar essa marca histórica, a id Software junto com a MachineGames fizeram a coisa mais inesperada que uma grande empresa de jogos pode fazer em 2026: deram um presente de verdade, sem microtransação, sem passe de batalha, sem nada. Uma campanha nova e completa para Quake, de graça, pra quem já tem o jogo. Assim. Do nada. Só porque sim.

O Que Rolou

A QuakeCon 2026 abriu suas portas no dia 6 de agosto no Gaylord Texan Resort em Grapevine, no Texas, dando início a uma celebração de quatro dias pelo legado da id Software, e logo de cara veio a surpresa: um episódio completamente novo e gratuito para o atirador clássico de 1996. O anúncio foi feito na própria abertura do evento, e o conteúdo já foi disponibilizado no mesmo instante pra todo mundo. Sem esperar, sem fila de pré-registro, sem data futura. Já era pra baixar ali na hora.

O episódio se chama “Dawn of the Machine” e chegou como atualização gratuita para o Quake, trazendo 19 mapas novos dentro de uma campanha coesa, além de segredos escondidos, uma nova trilha sonora, e um mapa dedicado ao modo Duelo a Morte. A expansão também conta com novos tipos de inimigos e armas. Não é um conteúdo porca, não. São 19 mapas construídos do zero, pensados como uma campanha com início, meio e fim.

A atualização está disponível para donos do Quake no PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, Steam, Xbox Series X/S, Xbox One, Microsoft PC Store, Xbox Game Pass e PC Game Pass. Ou seja, se você tem Quake em qualquer plataforma do planeta Terra, não tem desculpa. O conteúdo está lá esperando por você, de graça, agora.

O Contexto Por Trás

A MachineGames não é estreante nessa história. Eles já tinham lançado dois episódios anteriores, o “Dimension of the Machine” em 2021, junto com o remaster do Quake, e o “Call of the Machine” em 2023 para o remaster do Quake II, ambos usando uma estrutura de hub tradicional, onde o jogador podia retornar a uma área central entre as missões. Só que desta vez a receita mudou. O “Dawn of the Machine” abandona essa estrutura por completo. O jogador avança pela campanha de forma linear, carregando vida e munição de mapa a mapa, com melhorias persistentes acumulando ao longo das 19 fases. É uma inovação real dentro da mecânica clássica do Quake.

A tradição de presentear os fãs do Quake já existe há tempo: o episódio “Dimension of the Past” foi lançado pela MachineGames para comemorar os 20 anos do jogo, disponível também gratuitamente para download. Ou seja, a cada aniversário redondo, a galera da id e da MachineGames aparece com um presente. No aniversário de 20 anos, um episódio. No de 30 anos, uma campanha ainda maior, com mais mapas, nova trilha e mecânicas inéditas. Se vier mais um presente no aniversário de 40 anos, a gente já vai estar esperando animado.

O Que a Comunidade Tá Falando

A recepção foi de euforia quase imediata. No ResetEra, um dos maiores fóruns de jogos do mundo, fãs já lembravam que o “Dimension of the Machine” e o “Call of the Machine” estavam entre os melhores conteúdos de tiro em primeira pessoa dos últimos anos, e as expectativas para o novo episódio eram altíssimas. Quem jogou logo depois do lançamento voltou ao fórum com a avaliação mais honesta possível: “já saiu e parece ótimo. Difícil pra caramba, mas ótimo.” Isso é exatamente o que se espera de Quake.

No perfil oficial da Bethesda nas redes sociais, a reação também foi positiva de forma notável. Um usuário que se identificou como crítico frequente da empresa escreveu que foi “justo parabenizar e agradecer por esse episódio incrível”, chamando o conteúdo de um presente para os fãs do Quake no mundo inteiro. Difícil lembrar quando foi a última vez que uma DLC gratuita de um jogo de 30 anos gerou esse nível de agradecimento sincero da comunidade. A industria poderia aprender muito com esse momento.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • John Romero, um dos criadores do Quake original, foi quem sozinho fez o upload da versão shareware do jogo pela internet no dia 22 de junho de 1996. Menos de duas semanas depois, ele deixou a id Software para nunca mais voltar. Ele construiu o jogo, colocou ele no mundo e saiu pela porta dos fundos. Pesado.
  • O “Dawn of the Machine” apresenta uma técnica de teleportação entre diferentes pontos do mapa sem tempos de carregamento aparentes, algo que, segundo os próprios desenvolvedores, deveria ser tecnicamente impossível dentro da engine original do Quake. A MachineGames literalmente fez o impossível dentro de um motor de jogo de 1996.
  • John Romero é creditado como a pessoa que inventou o termo “deathmatch” para o modo multijogador competitivo. Pois é, aquele nome que você usa até hoje pra descrever qualquer partida de matar uns aos outros foi criado por ele, lá nos primórdios do Quake e do Doom.

Nossa Opinião

A gente vive num momento em que o mercado de jogos parece competir pra ver quem cobra mais caro por menos conteúdo. Passe de batalha, expansão paga, cosméticos de cinquenta reais, jogo de sessenta dólares que sai pela metade. E aí aparece uma empresa grande, olha pra um dos jogos mais importantes da história, que vai fazer 30 anos, e decide presentear os fãs com 19 mapas novos, trilha nova, mecânica nova, de graça, só porque o jogo merece ser celebrado assim. Isso é respeito pela história dos videogames, ponto.

A QuakeCon 2026 reuniu mais de 10.000 participantes registrados para celebrar o legado da id Software, e o episódio caiu como uma bomba no momento certo. Se você tem Quake no seu computador, no console, em qualquer lugar, vai lá e baixa o “Dawn of the Machine” agora. Não precisa de review, não precisa de nota, não precisa de análise aprofundada. É Quake. É de graça. É novo. Vai ser difícil e você vai adorar. Nota 4.5 porque a gente ainda quer ver o que é um Quake 6 de verdade, mas como presente de aniversário, esse aqui é difícil de superar.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.5/5

Veredicto: Uma generosidade absurda da id Software e da MachineGames, que entregaram conteúdo de verdade sem cobrar um centavo sequer.