EP216 — Silent Hill Voltou Pra Casa: Townfall Chegou Hoje e Já Tá Rachando a Crítica ao Meio

Hoje é dia de voltar pra aquela cidade que a gente jurou nunca mais visitar. Silent Hill: Townfall chegou oficialmente pra PS5 e PC nesta quinta, e antes mesmo de você desligar as luzes do quarto pra jogar direito, a internet já tá dividida entre “isso é o renascimento que a franquia merecia” e “cadê meu Xbox nessa história”. Bora entender o que rolou.

O Que Rolou

Depois de anos de espera e um desenvolvimento cercado de segredo, Silent Hill: Townfall finalmente saiu do papel e virou jogo de verdade. A trama coloca a gente na pele de Simon Ordell, um cara que acorda em St. Amelia, uma cidadezinha escocesa fictícia dos anos 1996, sem fazer a menor ideia de como parou ali. Se você já sentiu aquele arrepio típico de Silent Hill só de ler isso, pode ficar tranquilo, porque a proposta é exatamente essa.

A grande virada de chave é que Townfall abandona a câmera over the shoulder clássica da franquia e vai de primeira pessoa. Você literalmente enxerga o pesadelo pelos olhos do protagonista, o que deixa tudo mais claustrofóbico e, segundo quem já jogou, bem mais desconfortável nos momentos em que os monstros decidem aparecer bem na sua cara.

Do lado técnico, a recepção foi o famoso “depende de quem você pergunta”. No Metacritic, o jogo fechou em torno de 78 a 81 pontos, classificado como “geralmente favorável”, mas as notas individuais variam de 6 até 9, o que mostra que a crítica não chegou nem perto de um consenso. Tem quem tenha amado a experiência inteira e tem quem tenha saído puto da vida com alguns sistemas específicos do jogo.

O Contexto Por Trás

Quem tá por trás de Townfall não é uma gigante de Tóquio nem um estúdio AAA inchado de gente. É a Screen Burn Interactive, uma equipe escocesa pequena, de cerca de 30 pessoas, que até julho de 2025 se chamava No Code. O rebranding não foi à toa, o nome “screen burn” é uma referência direta àquele efeito de imagem queimada nas TVs de tubo antigas, uma metáfora bem sacana pra como um jogo consegue ficar marcado na sua cabeça depois que você termina de jogar. Sacou a ironia de usar isso justamente num jogo de terror?

O curioso é que a Konami confiou o legado de Silent Hill numa equipe assim justamente por causa do trabalho anterior deles. Motoi Okamoto, produtor da série, já tinha jogado Stories Untold e Observation, outros títulos da mesma equipe, e ficou confiante o suficiente pra entregar as chaves da cidade mais assombrada dos games pra esse time pequeno. E o mais bacana é que, segundo a Annapurna Interactive, coprodutora do jogo, o tamanho reduzido da equipe permitiu que eles tivessem tempo de sobra pra realizar a visão criativa deles sem pressão de prazo estúpido, coisa rara na indústria hoje em dia.

O Que a Comunidade Tá Falando

A galera do PC e do PS5 tá exatamente dividida como os críticos. Um lado elogia a atmosfera pesada, o design sonoro absurdo e aquela sensação constante de estar sendo observado, tudo aquilo que faz Silent Hill ser Silent Hill. O outro lado tá reclamando alto e bom som do sistema de stealth, que várias pessoas descrevem como inconsistente, tipo você não sabe direito o que alerta os inimigos e o que não alerta, e isso quebra bastante a imersão numa hora que deveria ser só terror puro.

Outro ponto que virou meme rapidinho foi a ausência do Xbox na lista de plataformas. Só saiu pra PS5 e PC, e os fãs do console verde já tão nos comentários perguntando se vão precisar comprar um PlayStation só pra visitar St. Amelia. Some a isso os relatos de reviews em acesso antecipado que já alertavam pra problemas de performance antes mesmo do lançamento oficial, e dá pra entender por que teve gente entrando com o pé meio atrás nessa quinta-feira.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • No trailer de anúncio original tinha uma mensagem secreta escondida que dizia “Whatever heart this town had has now stopped”, frase que os fãs decifraram em tempo recorde e que já virou meme dentro da comunidade de Silent Hill.
  • A Screen Burn Interactive começou a trabalhar no jogo lá em 2022, então esse projeto levou basicamente quatro anos pra sair do papel e virar realidade.
  • Townfall é o segundo grande lançamento de Silent Hill em pouco tempo, já que Silent Hill f também saiu recentemente, o que faz de 2026 um dos anos mais movimentados da franquia desde os tempos de ouro no PS2.

Nossa Opinião

A gente aqui tava na torcida pra Townfall ser aquele resgate definitivo da franquia depois de tanta coisa estranha acontecendo com o nome Silent Hill nos últimos anos. E, pelo visto, chegou perto. A atmosfera parece ter saído direto do manual de “como fazer terror psicológico bem feito”, e trocar pra primeira pessoa foi uma aposta ousada que, pelos relatos, funcionou bem mais do que a gente imaginava. Isso já é motivo suficiente pra fã de horror colocar na lista.

Mas vamos ser sinceros, um jogo de terror que te tira da imersão porque você não entende as regras do próprio stealth é um problema sério, não é frescura de crítico chato não. Combina isso com checkpoints avarentos e relatos de performance capenga, e dá pra entender por que a nota ficou nesse limbo do “bom, mas longe de perfeito”. Se você é fã raiz da série, vale a pena encarar. Se tá procurando o próximo clássico instantâneo pra colocar ao lado de Silent Hill 2, talvez seja bom esperar uns patches primeiro.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
3.8/5

⭐⭐⭐⭐⭐

Veredicto: Atmosfera de arrepiar a espinha, mas o stealth capenga e os checkpoints sacanas quase estragam a festa.