EP206 — O Samurai Que Tava Esquecido Voltou Fatiando Tudo: Onimusha Vendeu 1 Milhão de Cópias em 1 Dia

Gente, vocês lembram do Onimusha? Aquela série de samurai contra demônio que sumiu do mapa faz mais de duas décadas? Pois é, ela voltou, chutou a porta e já mostrou pra Capcom que não precisava ter esperado tanto tempo. Onimusha: Way of the Sword vendeu mais de 1 milhão de cópias só no primeiro dia de lançamento, e isso muda completamente a conversa sobre franquias “mortas” no mundo dos games.

O Que Rolou

No dia 4 de setembro Onimusha: Way of the Sword chegou simultaneamente em PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. Três dias depois a Capcom anunciou oficialmente que o jogo já tinha ultrapassado 1 milhão de unidades vendidas em 24 horas, um número que empurrou o total acumulado da franquia inteira para mais de 10 milhões de cópias desde 2001.

Não é pouca coisa. A Capcom não lançava um jogo mainline da série desde 2006, com Dawn of Dreams. Ou seja, a empresa apostou fichas pesadas num nome que praticamente uma geração inteira de jogador só conhece de nome, e a aposta pagou rápido.

E o mais engraçado é que esse número veio junto com uma leva de críticas excelentes. A média no Metacritic ficou em 86, com o selo “Mighty” e 95% de recomendação entre os críticos, colocando o jogo no top 5% dos melhores avaliados da plataforma. A IGN, pra quem gosta de nota redonda, deu 10 de 10.

O Contexto Por Trás

Onimusha nasceu em 2001 no PS2, misturando o clima de Resident Evil com samurais, katanas e uma boa dose de folclore japonês sobrenatural. A série teve seu auge com Samanosuke Akechi, protagonista dos jogos 1 e 3, e chegou a ter Jean Reno emprestando o rosto e a voz pro personagem Jacques Blanc em Onimusha 3, uma das parcerias mais bizarras e queridas da época.

Way of the Sword foi anunciado lá no The Game Awards de 2024, e desde então a Capcom vinha soltando demos e sessões experimentais pra reaquecer o público antigo e fisgar gente nova. Deu certo. O jogo foca em Miyamoto Musashi, o lendário espadachim, e aqui vem a curiosidade mais bonita da produção: o modelo facial do personagem foi construído com base na imagem do saudoso ator Toshiro Mifune, ícone dos filmes de samurai de Akira Kurosawa. É basicamente um tributo dentro de um tributo.

O Que a Comunidade Tá Falando

A recepção geral tá bem positiva, mas ninguém tá fingindo que o jogo é perfeito. A crítica elogia demais o combate, chamando de um dos melhores sistemas de espada que a Capcom já fez, com aquela sensação de peso físico em cada golpe e contra-ataque. Tem review descrevendo as lutas de chefe como cenas de filme de ação bem coreografadas, o que pra fã de jogo de espada é praticamente o paraíso.

O ponto que mais gera debate é o ritmo. Vários jogadores e sites reclamam que o jogo tenta ser um mundo semiaberto e isso estica demais uma experiência que poderia ser mais enxuta. A crítica ficou popular dizendo que era “uma corrida de 100 metros espalhada numa maratona de 10 km”, basicamente dizendo que o combate é ótimo mas a exploração ao redor dele não precisava ser tão grande.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • O rosto de Musashi no jogo foi modelado com base em Toshiro Mifune, o mesmo ator que estrelou clássicos como Sete Samurais e Yojimbo.
  • Onimusha 3 teve Jean Reno como personagem jogável, um dos crossovers mais estranhos e memoráveis da história da Capcom.
  • A franquia ficou 20 anos sem um jogo mainline novo, desde Dawn of Dreams em 2006, e ainda assim voltou vendendo 1 milhão em um único dia.

Nossa Opinião

Aqui na redação a gente sempre desconfia um pouco quando uma franquia dorme por duas décadas e volta do nada. Geralmente ou vem morna, tentando agradar todo mundo e acabando sem identidade, ou vem forçando nostalgia sem substância. Onimusha: Way of the Sword parece ter fugido dessas duas armadilhas, pelo menos na parte que mais importa: o combate. Quando o próprio combate carrega o jogo a esse ponto, dá pra perdoar um mundo aberto que talvez não precisasse existir.

O que a gente acha mais bacana nessa história toda é o timing. Com a indústria cheia de remakes e remasters, a Capcom decidiu apostar numa sequência de verdade, nova, ambiciosa, homenageando o cinema japonês clássico e ainda assim conversando com quem nunca ouviu falar da série. Se isso não é motivo pra outras publishers pararem de ter medo de ressuscitar franquias esquecidas, a gente não sabe o que é.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.6/5

⭐⭐⭐⭐⭐

Veredicto: Depois de 20 anos hibernando, a Capcom trouxe Onimusha de volta com espadas afiadas, crítica derretida e vendas gigantes, prova que franquia boa nunca morre, só espera a hora certa.