EP196 — Onimusha Voltou Depois de 20 Anos e a Capcom Não Errou Uma Vírgula

Gente, presta atenção porque isso aqui não é força de expressão: a Capcom deixou uma franquia inteira parada por vinte anos e voltou com um jogo que a crítica tá chamando de obra-prima. Onimusha: Way of the Sword chegou hoje, dia 4 de setembro, em PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC, e o hype não era só marketing.

O Que Rolou

Depois de anunciar o retorno da série no The Game Awards de 2024, a Capcom finalmente entregou o pacote completo. Onimusha: Way of the Sword é o primeiro título inédito da linha principal em mais de duas décadas, e funciona basicamente como um reboot. Ou seja, dá pra jogar sem ter tocado em nenhum dos jogos antigos e ainda assim entender tudo direitinho.

A recepção da crítica foi impressionante. O jogo bateu 85 no Metacritic com mais de 80 análises, ficou com nota “Mighty” no OpenCritic (86 de média, 94% de recomendação) e, o detalhe mais bombástico de todos, recebeu o primeiro 10/10 da história do IGN pra série. Isso não é pouca coisa, viu.

Nem tudo são flores, claro. Uma parte dos reviewers apontou que a campanha principal, que teria uns doze horas de conteúdo essencial, acaba esticada pra vinte e cinco horas com mini-chefes repetidos e um pico de dificuldade no meio do jogo que parece meio artificial. Mas mesmo assim, o consenso geral é que a Capcom acertou o alvo.

O Contexto Por Trás

Pra quem não acompanhava, Onimusha é uma daquelas franquias que marcou geração no PS2, misturando ação samurai com puzzle de survival horror old school, tipo Resident Evil só que com espadas e demônios. A série já vendeu mais de 9,1 milhões de cópias ao longo da vida, mas ficou meio esquecida depois dos anos 2000, com só remasters de vez em quando pra manter a chama acesa.

O protagonista dessa vez é Miyamoto Musashi, o espadachim mais lendário do Japão feudal, e a Capcom não brincou em serviço na hora de dar personalidade pra ele. O rosto do personagem foi inspirado no ator Toshiro Mifune, que interpretou o próprio Musashi numa trilogia de filmes clássica japonesa, e a empresa conseguiu autorização da família do ator pra usar os traços dele. Isso é o tipo de detalhe que mostra respeito pelo material de origem, sabe.

O Que a Comunidade Tá Falando

Nos fóruns e redes, o clima é de festa. Muita gente que cresceu jogando os títulos originais no PS2 tá tratando esse lançamento quase como um evento nostálgico, tipo reencontrar um amigo de infância que sumiu e voltou muito mais maduro. O combate baseado em parry tá sendo o grande protagonista dos elogios, com direito a comparações com jogos do gênero soulslike, mas com uma pegada mais direta e menos punitiva.

As lutas contra chefes também tão sendo citadas como um dos pontos altos da geração. Tem gente descrevendo os embates como “cinematográficos sem perder a jogabilidade”, o que é difícil de acertar. Claro que também tem quem reclame do preço e da duração inflada, mas isso é praticamente regra em qualquer lançamento AAA hoje em dia.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • O jogo se passa numa versão sombria de Quioto no início do período Edo, dominada por uma força sobrenatural chamada Malice, que corrompe tudo ao redor.
  • A Capcom conseguiu autorização da família de Toshiro Mifune pra usar o rosto do ator como base visual de Musashi, um gesto raro de licenciamento com herdeiros de uma lenda do cinema japonês.
  • Esse é o primeiro 10/10 que o IGN já deu pra um jogo da franquia Onimusha em toda a história da série.

Nossa Opinião

A gente aqui na redação sempre torce quando uma franquia clássica ressuscita sem virar uma paródia barata de si mesma, e é exatamente isso que parece ter acontecido aqui. Vinte anos de espera é tempo suficiente pra qualquer expectativa virar armadilha, mas os números e as reações apontam que a Capcom estudou a lição, entendeu o que fazia a série especial e não tentou reinventar a roda de forma forçada.

Claro que ainda dá pra questionar se aquele padding no meio do jogo é sintoma de uma indústria viciada em fazer tudo parecer maior do que precisa ser, mas isso não tira o brilho de um combate elogiado quase unanimemente e de um respeito genuíno pela cultura que inspirou a franquia desde o início. Onimusha voltou, e voltou bem. Agora resta saber se a Capcom vai deixar essa chama acesa dessa vez ou se a gente vai ter que esperar mais vinte anos pelo próximo capítulo.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.6/5

⭐⭐⭐⭐⭐

Veredicto: Onimusha: Way of the Sword prova que dava pra esperar duas décadas por uma sequência e ainda assim sair satisfeito, coisa rara nesse mundo de remake e sequência capenga.