EP227 — Marcus Fenix Tá de Volta e Mais Novo (e Mais Carequinha de Medo) em Gears of War: E-Day

Depois de anos de teaser, trailer bonito e gente especulando no Twitter, Gears of War: E-Day finalmente tá chegando pra valer, e as notas da crítica saíram batendo recorde de nostalgia. A gente voltou pro dia zero da invasão Locust, com um Marcus Fenix jovem, barbudo e completamente despreparado pro inferno que vem a seguir. E pelo visto, a The Coalition acertou na dose certa de saudade com inovação.

O Que Rolou

Gears of War: E-Day chega oficialmente nas lojas no dia 6 de outubro, pra Xbox Series X|S e PC, e o embargo de review caiu essa semana. Resultado: uma avalanche de notas boas, bem boas por sinal. A IGN deu 9 de 10, o Pure Xbox simplesmente cravou nota máxima, 10 de 10, e o site Voxel deu 90 de 100. A GameSpot foi mais morna, com 7 de 10, mas no geral o clima é de consenso: esse é o Gears mais “Gears” desde a trilogia original.

O jogo conta a história do primeiro dia da invasão Locust em Sera, aquele momento que toda a franquia sempre tratou como mito fundador mas nunca mostrou de verdade. A gente joga com um Marcus Fenix recém-saído da academia militar, ainda sem a confiança de tanque que a gente conhece, ao lado de Dom Santiago, seu melhor amigo, numa amizade que a The Coalition promete construir do zero, tijolo por tijolo, antes de quebrar tudo com motosserra.

E falando em motosserra: um dos ganchos mais legais do jogo é mostrar a origem do próprio Lancer, a arma símbolo da série. Segundo a produção, a ideia da baioneta-motosserra nasceu de forma improvisada em pleno campo de batalha, no desespero da invasão, e só depois virou o protótipo oficial que a gente usa pra desmembrar Locust em todo o resto da franquia. É basicamente uma origin story de arma, o que já é um nível de carinho pelos detalhes que poucos jogos têm coragem de fazer.

O Contexto Por Trás

Pra quem não acompanha de longa data, E-Day não é só mais um Gears, é o projeto que a The Coalition tá usando pra provar que a saga é deles de verdade. O estúdio assumiu a franquia depois da trilogia original feita pela Epic Games e pela People Can Fly, entregou Gears 4 e Gears 5, e agora voltou pras raízes justamente trazendo a People Can Fly de volta como co-desenvolvedora. É tipo reunir a banda original pra tocar o álbum de debut outra vez, só que com motor gráfico novo e muito mais sangue sintético espalhado pela tela.

A ideia do jogo começou a tomar forma ainda na época de Gears 5, meio que em paralelo com Hivebusters e Gears Tactics, passando pela pandemia e por uma migração completa pra Unreal Engine 5. A equipe também trouxe Karen Traviss, autora dos romances oficiais de Gears, pra consultoria de roteiro, o que explica por que a narrativa tá sendo elogiada como mais madura e mais contida do que normalmente se espera de um jogo cheio de monstro explodindo.

O Que a Comunidade Tá Falando

Como era de se esperar, a internet achou um motivo bobo pra discutir antes mesmo de todo mundo jogar: o visual do Marcus Fenix jovem. Desde o reveal, uma parte da comunidade reclama que esse Marcus “não parece o Marcus de verdade”, chegando a chamar o design de “aberração” em discussões no Steam. Do outro lado, tem gente defendendo o design, apontando que o corte de cabelo, a barba por fazer, o lenço na cabeça e a armadura da COG tão todos lá, só que numa versão mais jovem e mais realista do herói que a gente conhece décadas depois, já grisalho e cheio de cicatriz.

Fora a discussão estética, o sentimento geral é de alívio genuíno. Muita gente tava com medo de E-Day ser só mais um prequel forçado pra vender nostalgia barata, mas os primeiros relatos de quem já zerou a campanha falam de uma sensação de pavor e desespero que a série não conseguia reproduzir desde o primeiro jogo, lá em 2006. Tem crítico comentando que o jogo “mostra a invasão Locust como ela deveria sempre ter sido mostrada: aterrorizante, não espetacular”. Só não rolou unanimidade total, porque alguns jogadores relataram queda de frame em certos trechos, o que meio que estraga a imersão numa hora dessas.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • E-Day é o sexto jogo principal da franquia Gears, mas o primeiro a voltar cronologicamente pra antes do primeiro Gears of War original, contando literalmente o dia zero da guerra.
  • A People Can Fly, que agora codesenvolve E-Day, já tinha trabalhado na trilogia original e também foi quem fez Gears of War: Judgment sozinha, então essa parceria é tipo um reencontro de ex.
  • A Lancer, aquela arma com motosserra na ponta que virou ícone cultural dos jogos de tiro, nasce no próprio E-Day como um improviso desesperado de soldado em combate, não como projeto de engenharia planejado.

Nossa Opinião

A gente aqui no EpicPixel sempre torce o nariz pra prequel, porque na maioria das vezes é só desculpa pra reciclar nostalgia sem coragem de contar nada novo. Mas E-Day parece ter entendido o recado certo: em vez de só mostrar o Marcus mais jovem fazendo pose heroica, a proposta é mostrar o terror cru de uma invasão que ninguém tava preparado pra enfrentar. Isso é, sinceramente, muito mais interessante do que outro “Marcus mata Locust número 4000”.

A nota alta da crítica também bate com algo que a gente vinha sentindo: Gears 5 deixou um gostinho de “experimento que não deu totalmente certo”, e E-Day parece ser a resposta da The Coalition pra voltar e dizer “relaxa, a gente ainda sabe fazer o que fez a franquia grande”. O barulho em torno do visual do Marcus é só ruído de internet, como sempre é. O que importa de verdade é se o jogo entrega aquele frio na barriga de sobrevivência que fez a gente amar Gears em 2006, e pelos relatos, entrega sim. Agora é só esperar o fim de semana, instalar e descobrir na prática se o chainsaw ainda corta igual.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.3/5

⭐⭐⭐⭐⭐

Veredicto: E-Day é a carta de amor que a franquia Gears precisava escrever pra si mesma, e a crítica tá chorando de felicidade.