EP16 — A Valve tá sendo processada por TUDO que é canto — e dessa vez é sério

Galera, a Valve tá passando por uns perrengues legais que não acabam mais. No dia 9 de março, a empresa levou dois processos de uma vez só, e um deles é bem bizarro. A Performing Right Society (PRS) do Reino Unido tá processando a Valve por causa das músicas nos jogos do Steam.

O Que Rolou

A PRS alega que a Valve nunca obteve licença para usar os direitos musicais gerenciados pela organização em nome de compositores, produtores e editoras musicais. E não é coisa de agora não, pessoal. A loja digital foi lançada em 2003 e desde então nunca teve essa licença.

Os jogos mencionados no processo incluem títulos famosos como EA SPORTS FC, Forza Horizon e Grand Theft Auto. A PRS basicamente tá dizendo que, embora os desenvolvedores tenham licenças para sincronizar música nos seus jogos, essas licenças não cobrem a disponibilização da música quando o jogo é baixado, pois no Reino Unido esse direito só pode ser licenciado pela PRS.

A PRS tentou licenciar com a Valve por muitos anos sem o engajamento apropriado da corporação, até que entrou com o processo legal em 4 de março de 2026. A organização deixou claro que o litígio vai continuar a menos que a Valve se envolva positivamente nas discussões e obtenha a licença necessária, tanto retrospectivamente quanto para o futuro.

O Contexto Por Trás

A parada é mais complicada do que parece. O Steam controla cerca de 75% do mercado de jogos para PC, com 147 milhões de usuários mensais ativos. É uma plataforma gigante que distribui mais de 120 mil jogos, muitos deles com trilhas sonoras elaboradas.

O problema é que competidores como o Xbox usam uma “Licença Geral de Entretenimento Online” para suas lojas, a mesma licença usada por plataformas de streaming como Netflix e Disney+. A PRS também fez um acordo com a Sony para cobrir o uso de música em jogos e conteúdo relacionado em toda a Europa. Ou seja, todo mundo se adequou, menos a Valve.

O Que a Comunidade Tá Falando

Muitos usuários da comunidade gamer ficaram intrigados porque os jogos mencionados não são desenvolvidos ou publicados pela Valve, e acreditam que a empresa está sendo deliberadamente atacada por várias companhias. Tem gente que vê isso como um ataque coordenado contra a Valve, mas ainda assim apoia a empresa, mesmo ela sendo uma companhia bilionária.

Vários usuários questionam por que outras plataformas como Epic Games e GOG não estão sendo processadas, e argumentam que as plataformas não são responsáveis por questões de licenciamento, mas sim as editoras. A comparação mais comum é: “será que o Walmart pode ser processado no Reino Unido por vender CDs de músicas cujos direitos ele não possui?” ou “a Target não possui os direitos dos álbuns da Ariana Grande, mas com certeza os vende”.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • Essa é apenas uma das várias brigas legais que a Valve tá enfrentando – tem o caso de 656 milhões de libras no Reino Unido sobre preços injustos, outro em Nova York sobre loot boxes, mas ela também ganhou recentemente contra um troll de patentes.
  • Em 2007, a PRS processou uma empresa de serviços automotivos escocesa porque os funcionários supostamente estavam “ouvindo rádio no trabalho, permitindo que a música fosse ouvida por colegas e clientes”.
  • A Valve discretamente atrasou novamente o lançamento dos novos hardwares Steam Machine, Steam Frame e Steam Controller, mudando de “primeira metade de 2026” para apenas “2026”.

Nossa Opinião

Olha, a situação é complexa. Por um lado, como disse Dan Gopal, da PRS: “Nossos membros criam músicas que melhoram experiências, e a PRS existe para proteger o valor do trabalho deles com integridade, transparência e equidade. Grandes videogames dependem de grandes trilhas sonoras, e os compositores por trás deles merecem ter sua contribuição reconhecida e devidamente valorizada”. É difícil discordar disso, né?

Por outro lado, a gente vê um padrão meio estranho de vários processos contra a Valve ao mesmo tempo. A Valve certamente argumentaria que esses direitos já foram cobertos pelos desenvolvedores e editoras dos jogos, e na maioria dos países isso provavelmente não seria um problema, mas a lei do Reino Unido pode ser diferente o suficiente para justificar um confronto legal sério. No final das contas, isso pode definir como as lojas digitais vão funcionar no futuro. E a gente torce pra que cheguem num acordo justo que não prejudique nem os artistas nem os gamers.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.2/5

Veredicto: A maior plataforma de PC gaming tá no meio de uma confusão legal que pode mudar como funcionam as lojas digitais