Imagina a Nintendo chegar pra você e falar: “Splatoon 4? Não. A gente vai fazer um jogo de loot, raid e progressão solo.” Parece loucura, né? Pois é exatamente o que aconteceu hoje. Em 23 de julho de 2026, Splatoon Raiders chegou ao mundo inteiro, tanto em versão física quanto digital, marcando o primeiro jogo solo da franquia em toda a sua história. E a internet não tá dormindo.
O Que Rolou
Splatoon Raiders chegou ao Nintendo Switch 2 custando 49,99 dólares no digital e 59,99 na versão física, sendo o primeiro modo de jogo focado em PvE em 11 anos de história da franquia. Sim, onze anos sem nunca tentar isso. A Nintendo resolveu dar uma guinada.
Você assume o papel do Mecânico, um personagem personalizável (Inkling ou Octoling), que cai nas misteriosas Ilhas Spirhalite ao lado do trio Deep Cut: Shiver, Frye e Big Man. O objetivo da turma é coletar tesouros, enfrentar ondas de Salmonídeos hostis e achar um caminho de volta pra casa. Nada de cronômetros de partida, nada de porcentagem de terreno pintado, nada de lobbies ranqueados. O ciclo é simples: raid, loot, upgrade, repete.
Além do modo solo, o jogo traz um modo cooperativo para até quatro jogadores, tanto localmente quanto online, e a dificuldade se ajusta automaticamente conforme o número de pessoas na partida. O preço digital 10 dólares abaixo do padrão dos jogos de primeira parte do Switch 2 já diz muito: isso é um experimento de gênero, não uma sequência numerada.
O Contexto Por Trás
Splatoon é uma franquia de tiro em terceira pessoa criada pela Nintendo. O primeiro jogo foi uma surpresa absoluta no Wii U em 2015. Desde então, a série acumulou mais de 30 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro, com Splatoon 3 sendo o jogo de varejo mais rápido a vender no Japão, quebrando recordes históricos. É uma franquia enorme, mas que nunca tinha saído da zona de conforto do multiplayer competitivo… até agora.
E por que Raiders antes de Splatoon 4? Em vez de lançar Splatoon 4, a Nintendo optou por Raiders agora, e o produtor Seita Inoue explicou em entrevista que a equipe “pensou que poderia ser…” uma oportunidade de explorar algo totalmente diferente com a franquia. Além disso, neste ano a empresa também está trazendo dois remakes relevantes: Star Fox, outra versão de Star Fox 64 lançada no mês passado, e o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, previsto ainda para 2026. Falando sobre a estratégia de remakes à revista Famitsu, Miyamoto explicou que isso abre espaço para novos jogadores conhecerem títulos clássicos pela primeira vez, além de gerar desenvolvimentos futuros.
O Que a Comunidade Tá Falando
Os reviews chegaram e a galera tá satisfeita. Raiders é um looter-shooter embrulhado no universo amigável da Nintendo, e não deve ser subestimado. Apesar de não ser tão profundo quanto outros jogos do gênero, o charme, a caçada ao loot e o ciclo de gameplay satisfatório fazem dele um dos favoritos de 2026 até agora. O ritmo, equilíbrio e a curva de dificuldade são impressionantes: o jogo se mantém fresco ao introduzir formas cada vez mais profundas de customizar habilidades, e mesmo depois de mais de 20 horas além dos créditos, ainda tem raid sobrando pra fazer.
Claro que nem todo mundo tá em êxtase. Tem gente que aprecia uma entrada mais enxuta e focada, mas reconhece que Raiders não captura aquela mesma majestade criativa das melhores campanhas solo da franquia. E antes do lançamento, parte da comunidade ficou meses questionando o preço e a proposta de um jogo sem multiplayer competitivo, e a Nintendo chegou a dedicar 15 minutos de uma Nintendo Direct inteira só pra explicar o jogo, como se soubesse que ele precisava de mais contexto do que um trailer comum. No Famiboards, muito antes do lançamento, já rolava: “Parece que pegaram o DLC Side Order e jogaram no volume máximo. Espero que tenha boa rejogabilidade e dificuldade!”
Curiosidades Que Você Não Sabia
- A data de lançamento de Splatoon Raiders foi revelada de surpresa pelo aplicativo Nintendo Today, no celular. Depois disso, um trailer completo de três minutos chegou ao YouTube. A Nintendo insiste em usar o app como vitrine de revelações, e a galera já aprendeu a ficar de olho nele.
- Junto com o jogo, foram lançados três novos amiibo do Deep Cut com designs exclusivos de Splatoon Raiders, além de um par de controles Joy-Con 2 em azul e amarelo-claro inspirados nas cores de Shiver e Frye, por 99,99 dólares.
- Para quem ainda não tem Switch 2: o console custa atualmente 449,99 dólares nos EUA, mas a Nintendo já confirmou um aumento para 499,99 em 1º de setembro de 2026. Quem quiser comprar hardware e o jogo juntos tem até 31 de agosto para garantir o preço atual.
Nossa Opinião
A Nintendo fez algo que muito estúdio grande não tem coragem de fazer: pegou uma franquia bilionária, jogou fora a fórmula que funcionava e testou um gênero completamente diferente. Não é Splatoon 4, não tem guerra de territórios, não tem ranque. É um looter-shooter solo com loot e progressão. Deu pra estranhar quando anunciaram, mas os reviews dizem que a aposta foi bem colocada. E olha, a gente respeita isso.
Agora, o que a gente quer de verdade? Que o sucesso de Raiders sirva de sinal pra Nintendo: o público tá pronto pra coisas novas dentro das franquias clássicas. Miyamoto insinuou diretamente que recriar jogos antigos pode gerar futuros desenvolvimentos, e muita gente espera que o mesmo valha para Star Fox, cujo sucesso crítico e comercial do remake poderia abrir caminho para um jogo totalmente novo. Que venha Raiders 2, que venha Splatoon 4, que venha o que for. O Switch 2 tá aquecendo, e julho de 2026 não tá deixando ninguém com sono.
Nota EpicPixel
4.2/5
Veredicto: Splatoon Raiders é a aposta mais ousada da Nintendo em anos, e os primeiros sinais mostram que a tinta caiu no lugar certo.
