Depois de mais de dez anos sendo o RPG que todo mundo recomenda pra quem “só quer experimentar um bom jogo”, The Witcher 3: Wild Hunt voltou hoje com força total. A CD Projekt Red lançou o Remastered em praticamente todo lugar de uma vez só, e o detalhe que tá bombando mesmo é a chegada de uma versão nativa pro Switch 2. Geralt de Rívia nunca esteve tão bonito, nem tão disponível.
O Que Rolou
Hoje, 29 de setembro, The Witcher 3: Wild Hunt Remastered ficou disponível oficialmente em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e, pela primeira vez, numa versão nativa pro Nintendo Switch 2. O pacote já vem com as duas expansões que todo mundo ama, Hearts of Stone e Blood and Wine, então é o jogo completo, sem letra miúda.
A boa notícia pra quem já tinha o jogo é que a atualização é de graça. Quem possui o Witcher 3 original em qualquer uma das plataformas ganha o Remastered sem pagar nada a mais. No caso do Switch 2, dá pra reclamar a versão nova mesmo tendo apenas a versão física ou digital do jogo original no Switch antigo, o que é um gesto bem gentil considerando que a maioria das empresas adoraria cobrar de novo por isso.
No Switch 2, o destaque é que o jogo agora usa controles de movimento pra lançar sinais de bruxo, atirar com a besta, jogar bombas, tomar poções e até guiar a Rocinante, o cavalo mais odiado e amado da história dos games. Em termos técnicos, a versão roda entre 30 e 40 quadros por segundo tanto no modo portátil quanto no modo TV, com suporte a taxa de atualização variável, além de resolução de 1080p no modo dock e 720p no portátil. Nada de exagero, mas um salto gigante frente ao port original do Switch, que já era considerado um milagre da engenharia em 2019.
O Contexto Por Trás
Vale lembrar que o Witcher 3 original saiu lá em 2015 e já foi remasterizado uma vez, a famosa “next-gen update” gratuita de 2022 que trouxe melhorias visuais pra PS5, Xbox Series e PC. Esse novo Remastered de 2026 é um passo além disso, com foco especial em levar o jogo de verdade pra um hardware portátil moderno, coisa que o Switch original nunca conseguiu fazer sem sacrificar bastante coisa pelo caminho.
E o timing não é aleatório. A CD Projekt Red também aproveitou o lançamento pra confirmar a expansão Songs of the Past, prevista pra 2027, que vai levar os jogadores pra uma região totalmente nova chamada Letten. Ou seja, isso aqui não é só nostalgia empacotada, é a empresa mantendo o Witcher 3 vivo e relevante enquanto termina o desenvolvimento do próximo grande capítulo da franquia, o Witcher 4, que segue em produção com o motor Unreal Engine 5.
O Que a Comunidade Tá Falando
A recepção inicial tá bem positiva, principalmente por causa da versão de Switch 2. Analistas e jogadores que testaram antecipadamente descrevem a experiência como “a versão portátil que os fãs de Nintendo mereciam”, já que o port original do Switch, apesar de impressionante tecnicamente, sofria bastante com quedas de frame rate e texturas borradas. Agora os sacrifícios visuais são bem menores, e dá pra jogar um RPG de mundo aberto gigantesco no ônibus sem sentir que tá jogando outro game.
Nas redes, o clima é de festa mesmo. Muita gente comemorando poder revisitar Velen, Novigrad e Skellige de graça, outros aproveitando pra jogar pela primeira vez já direto na versão remasterizada. E claro, não faltam as piadas de sempre sobre carroças aparecendo do nada no meio da estrada e sobre o infinito ciclo de “só mais uma missão secundária” que come a madrugada de qualquer um.
Curiosidades Que Você Não Sabia
- A versão original do Witcher 3 no Switch, lançada em 2019 pela Saber Interactive, foi considerada uma das maiores façanhas técnicas da geração, rodando um mundo aberto imenso num hardware muito mais fraco que PS4 e Xbox One.
- A nova expansão Songs of the Past vai se passar numa região inédita chamada Letten, algo que os fãs já estão dissecando em teorias sobre conexões com o folclore eslavo que inspira toda a saga.
- O upgrade gratuito no Switch 2 funciona tanto pra quem tem a cópia física quanto digital do jogo original, bastando inserir o cartucho antigo ou já ter o jogo na conta pra liberar o pedido antecipado.
Nossa Opinião
Olha, a gente já perdeu a conta de quantas vezes o Witcher 3 foi relançado, mas dessa vez parece que valeu a pena de verdade. Não é só um upgrade cosmético jogado às pressas pra vender de novo o mesmo produto, é uma versão pensada especificamente pra tirar o máximo proveito de cada plataforma, incluindo um Switch 2 que finalmente consegue rodar o jogo sem parecer que tá pedindo desculpas o tempo inteiro.
E o fato de ser de graça pra quem já tem o jogo é o tipo de decisão que constrói confiança com a comunidade, coisa rara nos dias de hoje. A CD Projekt Red parece estar jogando o jogo longo aqui, mantendo o hype do Witcher 3 aceso enquanto prepara terreno pro Witcher 4. Se você nunca jogou, ou se só jogou uma vez lá em 2015 e esqueceu como é bom, esse é o momento perfeito pra voltar pra Rívia, montar na Rocinante e se perder de novo nesse mundo. A gente com certeza vai.
Nota EpicPixel
4.6/5
Veredicto: Um remaster que não é só photoshop em jogo velho, é a versão definitiva de um dos melhores RPGs já feitos, e agora cabe no bolso.
