EP193 — Onimusha Ressuscitou dos Mortos e Voltou Cortando Cabeça Igual Antigamente

Cê lembra de Onimusha? Aquele jogo de samurai cortando demônio que fez seu primo mais velho jurar que era “o Resident Evil só que no Japão feudal”? Pois é, ele voltou. Onimusha: Way of the Sword saiu hoje e a internet gamer tá inteira parada assistindo parry perfeito depois de parry perfeito como quem vê fogos de artifício no réveillon.

O Que Rolou

A Capcom lançou oficialmente Onimusha: Way of the Sword para PS5, Xbox Series X|S e PC, encerrando um jejum de quase duas décadas sem um capítulo principal novo da franquia. E olha, não foi só lançar por lançar: o jogo chegou com nota 85 no Metacritic e classificação “Mighty” no OpenCritic, com média de 86 e 94% de recomendação entre a crítica especializada. Pra quem esperava só um resgate nostálgico morno, foi um baita susto positivo.

A crítica elogiou bastante o sistema de combate focado em parry, aquele timing sagrado que separa quem sabe jogar de quem vai morrer pro mini-boss chato pela décima vez. A recriação visual de Kyoto também virou assunto, com gente descrevendo os cenários como algo que dá vontade de parar de jogar só pra tirar print. A IGN, inclusive, deu nota máxima, 10 de 10, o que não é pouca coisa pra uma franquia que muita gente já tinha dado como enterrada.

Nem tudo é perfeição, claro. Vários reviews apontaram que os mini-chefes se repetem demais ao longo da campanha e que existe um pico de dificuldade no meio pro fim do jogo que parece meio forçado, como se o balanceamento tivesse dado uma travada ali no capítulo errado. E os elementos de mundo aberto dividiram opinião, a ponto de alguém chamar o jogo de “o lançamento mais divisivo da Capcom em anos”. Só que mesmo com esses pontos, o consenso geral é: valeu a espera.

O Contexto Por Trás

Pra entender o tamanho desse retorno, precisa voltar no tempo. Onimusha nasceu em 2001, quando a Capcom teve a ideia genial de pegar a fórmula de Resident Evil e jogar ela no meio do período Sengoku japonês. O projeto até tinha um apelido interno charmoso, algo como “Sengoku Biohazard”, samurai contra zumbi feudal e alma sendo sugada de inimigo morto pra virar munição de espada. O resultado, Onimusha: Warlords, saiu de PS2 em janeiro daquele ano e virou o primeiro título do console a passar de 1 milhão de cópias vendidas. Não é exagero dizer que Onimusha ajudou a vender PlayStation 2 pro Japão inteiro.

Só que a franquia meio que sumiu do mapa. Em cerca de cinco anos a Capcom lançou quatro jogos principais, um ritmo insano pros padrões de hoje, e depois foi silêncio. A explicação que rola nos bastidores é bem simples: Resident Evil e Monster Hunter cresceram tanto que praticamente não sobrou espaço, verba nem atenção interna pra tocar mais uma franquia grande ao mesmo tempo. Onimusha ficou beeem quietinho no banco de reservas por quase 20 anos, enquanto os fãs só tinham memória e nostalgia pra se agarrar.

O Que a Comunidade Tá Falando

Nos fóruns e no Steam, a galera mais old school tá com um pé atrás e outro animado ao mesmo tempo. Tem gente debatendo se o jogo tá indo forte demais pro lado “souls-like”, já que a série clássica sempre foi mais sobre micro-dash e sair matando sala inteira de inimigo com um tornado de espada ou aquele issen certeiro, e não sobre ficar cauteloso gerenciando barra de stamina. Alguns fãs mais puristas reclamam que os trailers pareciam distantes demais da fórmula original, principalmente pela ausência do esquema de múltiplos protagonistas jogáveis, que sempre foi parte da identidade da série desde o segundo jogo.

Só que pra boa parte da comunidade, esse barulho todo é só ruído de fã apaixonado. O sentimento geral que domina as redes é de “não acredito que isso tá acontecendo de verdade”. Uma franquia que muita gente considerava tecnicamente morta voltou não só viva, mas jogável, bonita e, segundo quase todo mundo que já terminou, divertida pra caramba. Rolou até comparação com Bayonetta em nível de satisfação no combate, o que pra quem cresceu jogando Onimusha é o maior elogio possível.

Curiosidades Que Você Não Sabia

  • O ator francês Jean Reno emprestou o rosto pro personagem Jacques Blanc em Onimusha 3, e não parou só na aparência, ele dublou o personagem em francês e em japonês.
  • O clássico contra-ataque instantâneo da série, o “issen”, virou tão icônico que é referência até hoje quando o assunto é golpe de finalização satisfatório em jogo de ação.
  • Onimusha: Warlords foi o primeiro jogo de PS2 a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas, um marco histórico pra época do console.

Nossa Opinião

A gente aqui do EpicPixel tava naquele grupo cético que jurava que Onimusha só voltaria quando a Capcom não tivesse mais nada pra remasterizar. E olha, a impressão que fica é que a empresa jogou pesado justamente onde a franquia sempre foi boa: combate visceral, parry satisfatório e um clima gótico-feudal que nenhum outro jogo consegue copiar direito. Não é perfeito, os mini-bosses repetidos incomodam e aquele pico de dificuldade no meio do jogo parece mais castigo do que desafio bem calibrado, mas comparado ao risco de um reboot genérico e souls-like raso, o resultado surpreendeu positivamente.

O mais bacana é ver que dá pra trazer uma franquia adormecida há quase 20 anos de volta sem trair o que fez ela ser amada. Se Way of the Sword vender bem, e os números iniciais parecem apontar nessa direção, é bem provável que a gente não precise esperar mais outra década pra ver a continuação. E aí sim, quem sabe, a Capcom finalmente aprende que dá pra tocar mais de uma franquia grande ao mesmo tempo sem que Resident Evil e Monster Hunter comam tudo.

🎮

Nota EpicPixel

Hype Score
4.3/5

Veredicto: Depois de quase 20 anos hibernando, a Capcom acertou a mão e devolveu Onimusha ao trono da ação samurai sem trair a essência da franquia.