Onze anos depois do lançamento, o Witcher 3 ainda não terminou de te dar noticia boa. Na Gamescom 2026 a CD Projekt Red anunciou de uma vez uma versão Remastered gratuita pra quem já tem o jogo e uma expansão totalmente nova chamada Songs of the Past, que só chega em 2027. Geralt de Rívia sai da aposentadoria mais uma vez e a gente aqui na redação já tá contando os dias.
O Que Rolou
Durante a Opening Night Live da Gamescom 2026, a CD Projekt Red trouxe um trailer em CG que deixou a plateia de queixo caído. O anúncio veio em duas partes, o Witcher 3: Wild Hunt Remastered, que chega em 29 de setembro de 2026 como upgrade gratuito pra PC, PS5 e Xbox Series X|S, e a Songs of the Past, uma expansão paga totalmente nova prevista pra 2027.
Quem já é dono do jogo não vai pagar nada pelo Remastered e ainda ganha as duas expansões clássicas, Hearts of Stone e Blood and Wine, incluídas de graça caso ainda não tenha. Ou seja, se você comprou o Witcher 3 em qualquer promoção da Steam nos últimos anos, parabéns, você acabou de ganhar um presente atrasado.
Já a Songs of the Past é outra história. É a terceira expansão de história do jogo, sendo desenvolvida em parceria com o estúdio polonês Fool’s Theory, e leva Geralt pra Letten, uma região nova no reino da Redânia que nunca tinha aparecido no jogo. A trama se passa depois de Blood and Wine e envolve Geralt ajudando o velho amigo Dandelion, cuja família tem raízes justamente em Letten.
O Contexto Por Trás
Vale lembrar que o Witcher 3 já ganhou uma atualização next-gen gratuita em 2022, quando chegou a versão pra PS5 e Xbox Series X|S com melhorias visuais e ray tracing. Agora, quatro anos depois, a CD Projekt Red decidiu ir além de novo, e esse Remastered promete ainda mais fidelidade gráfica, aproveitando o motor que a empresa já vem refinando desde então.
O detalhe mais curioso é a arma nova que Geralt ganha em Letten, uma corrente de prata que ele enrola no braço e usa pra puxar inimigos à distância, arrastar criaturas pra fora de grupos e abrir brechas que as espadas normais não conseguem. Não é invenção do nada, essa corrente já tinha aparecido na abertura do primeiro jogo da franquia, lá em 2007. É aquele tipo de referência que só quem acompanha a série desde o início vai sacar de cara, e mostra que a CD Projekt Red não tá só maquiando o jogo, tá caprichando no roteiro também.
O Que a Comunidade Tá Falando
A reação geral foi bem positiva, mas com aquele pé atrás natural de quem já viu franquia grande prometer mundo e fundo antes. Muita gente elogiou o fato de tudo vir de graça pra quem já comprou o jogo, comparando com outras empresas que adorariam vender a mesma coisa três vezes. Ao mesmo tempo, teve quem questionasse por que gastar tempo e dinheiro remasterizando um jogo que já rodava bem, em vez de acelerar o desenvolvimento do Witcher 4.
Um desenvolvedor da CD Projekt Red chegou a comentar que a expansão não precisa reinventar a roda pra se justificar, já que o jogo continua relevante mesmo onze anos depois, e isso resume bem o clima geral. A galera não quer que mexam na fórmula que funciona, só quer mais dela. E o fato de Songs of the Past se conectar de alguma forma com a jornada de Ciri no Witcher 4 já deixou teóricos da internet ligados, tentando montar linha do tempo antes mesmo do jogo sair.
Curiosidades Que Você Não Sabia
- A corrente que Geralt usa em Songs of the Past apareceu pela primeira vez na intro do Witcher original, de 2007, quase 20 anos atrás.
- A Fool’s Theory, estúdio parceiro na expansão, é conhecida por The Thaumaturge, um RPG de época passado na Varsóvia do início do século 20.
- Letten é descrita como o lar da família de Dandelion, o que explica por que ele arrasta Geralt pra lá mesmo depois de tudo que os dois já passaram juntos.
Nossa Opinião
Olha, é difícil não ficar animado com esse anúncio. A gente tá falando de um jogo de 2015 que continua recebendo carinho de graça, num mercado onde remaster geralmente vem com preço cheio de jogo novo. A CD Projekt Red aprendeu a lição do lançamento turbulento do Cyberpunk 2077 e desde então parece decidida a reconstruir confiança entregando mais do que promete.
Agora, a real é que 2027 ainda tá longe pra Songs of the Past, e a expectativa em cima da conexão com o Witcher 4 pode virar faca de dois gumes se não for bem amarrada. Mas por enquanto, ganhar um Remastered de graça em setembro já é motivo suficiente pra reinstalar o jogo e voltar pra Velen sentir aquele cheiro de pântano. Geralt aposentado dura pouco, e a gente não reclama.
Nota EpicPixel
4.6/5
Veredicto: A CD Projekt Red acertou o combo perfeito, remaster de graça pra reconquistar quem já jogou e uma expansão nova pra dar motivo de jogar tudo de novo em 2027.
